Descobrir e implementar novas formas de negócio na gráfica foi o mote para a 4ª Jornada Técnica Luso-Espanhola que este ano decorreu a 21 de maio, em Lisboa, focando as vantagens da utilização de ferramentas digitais a favor de uma atividade que, cada vez mais, tem que ultrapassar o velho conceito de “manchar o papel”.

4ª Jornada Técnica Luso-Espanhola Empresários da indústria gráfica e especialistas do sector reuniram-se num encontro que decorreu em Lisboa, no Vip Executive Art´s Hotel, onde se abordaram temas como o novo ambiente da impressão, a importância do design e da criatividade, marketing digital e as ferramentas essenciais para uma gestão empresarial de sucesso.

Este foi mais um evento realizado pela La Prensa, o quarto em Portugal de um conjunto de jornadas que decorrem anualmente, entre Lisboa e Porto.

Fernando Sanz, CEO da Alborum e editor da revista La Prensa, abriu as hostes, apresentando um panorama da situação do mercado gráfico em Espanha onde, em finais de 2014, se contavam 6607 empresas de artes gráficas e 738 na área de manipulados.

Luis Virgos, Business Manager Digital Printing Graphic Communications Group Kodak Iberia, apresentou o tema “Impressão Híbrida: acrescentar dados variáveis com o seu equipamento offset”, onde abordou as vantagens dos equipamentos e tecnologias da Kodak, entre as quais a gama Prosper S, que permitem a conjugação de offset com digital, nomeadamente a utilização de rotativas offset juntamente com jato de tinta, e apresentou diversos exemplos de utilização de dados variáveis em jornais, folhetos e outras publicações.

Seguiu-se Paulo Aradas, Director Document Management Services da CGI que, sob o tema “Documentos Eletrónicos Interactivos”, mostrou como é possível integrar dados variáveis em documentos, nomeadamente em PDF, e todas as vantagens que isso acarreta.

4ª Jornada Técnica Luso-EspanholaMiguel Bos, Managing Director na Müller Martini Ibérica lançou a questão: “Trabalhar com ou combater as novas tecnologias?”, apresentando as diversas ferramentas que estabelecem a ponte entre o papel e o digital, e as diferentes formas de comunicar integrando as duas plataformas, nomeadamente através da Realidade Aumentada. “O nosso negócio depende do papel e a integração do digital vai ser fundamental para o futuro”, afirmou, deixando um ponto de reflexão para os empresários: “Está a preparar- se para o futuro? Está a automatizar a sua produção para conseguir produzir com rentabilidade um só livro?”

Sob o mote Design e Criatividade, Maria João Bom, Diretora do curso de Design e Tecnologia das Artes Gráficas do IT de Tomar, dedicou a sua apresentação ao trabalho pioneiro do designer gráfico Robin Fior, sobre quem publicou recentemente um livro, destacando os seus trabalhos políticos, pelos quais é internacionalmente reconhecido.

“Faça a gestão da sua empresa, não a deixe fazê-lo por si!” foi o lema de André Oliveira, da Sistrade, que apresentou as vantagens da integração do processo produtivo e as diversas ferramentas que permitem um processo interno ágil, gestão à distância, supervisão e informação em tempo útil, com a vantagem de tornarem as empresas eco-eficientes, através da gestão de energia. “Há todas as vantagens em ter um software de gestão em vez de múltiplos sistemas”, sublinhou, apresentando o MIS/ERP para offset comercial e para packaging, etiquetas, embalagens flexíveis.

Por fim, Bruno Brás, Business Development da Metacriações, encerrou a sessão de trabalhos com o tema Marketing para Gráficas, desafiando os empresários a pensar de forma digital. Bruno Brás apresentou a comparação de diversos orçamentos, de diversas gráficas europeias, revelando que os orçamentos das empresas portuguesas foram os mais reduzidos, incentivando os gráficos a promover o seu trabalho lá fora. “Isto representa internacionalização sem sair de cá, e é uma oportunidade para as artes gráficas em Portugal”, sublinhou, mostrando as vantagens de apostar nas várias plataformas digitais, nomeadamente redes sociais, como veículo de marketing e comunicação das empresas.